https://www.youtube.com/watch?v=YhscgZvAROw
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Turbantes.
Os turbantes estão na moda.
"Isso" independe de raça, credo, ou qualquer outra "coisa"...
Basta vestir.
"Isso" independe de raça, credo, ou qualquer outra "coisa"...
Basta vestir.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Quando eu escolhi...
Quando eu escolhi ser Assistente Social, tinha na cabeça que a "realidade cruel da vida" de pessoas humildes, era apenas a fome, a falta de educação ( não me refiro a Educação doméstica), a falta de emprego, dentre outros problemas menores.
Quão boba sou eu!
A realidade é muito mais agressiva que poderia imaginar.
Todos nós precisamos um dia, levar um choque dessa tal realidade.
Bom, para finalizar o meu trabalho de curso, o famoso TCC, eu me deparei com inúmeras dúvidas sobre o que eu queria escrever... Nunca planejei nada. Eu era uma caixinha verde de interrogações.
Então, comecei a mexer aqui, fuçar "acolá" e finalmente decidi.
Sempre tive o sonho de ir atrás das minhas raízes, conhecer mais a história dos escravos, buscar a minha verdadeira identidade enquanto mulher negra. Fui me parar na África, em Moçambique.
Vaidade?
Alguns dizem que sim!
Talvez naquela época em que nada sabia da vida e do mundo, esse sonho sim, pudesse ser denominado de vaidade.
Mas hoje, certa do que "quero ser quando crescer", vejo que esse sonho não era apenas conhecer as raízes da qual faço parte.
Decidi escrever sobre: " O Amparo às mulheres soropositivas em Moçambique", e para isso eu teria que viver um pouquinho da doença de cada mulher, passar um pouquinho da fome que elas passam diariamente, pisar no barro que elas pisam, sem a preocupação de ficar "fouveira", e enfrentar piadinhas tipo:
"Foi pra África gastar dinheiro, heim..." , ou " Aqui com tanta miséria você foi ver a miséria dos outros fora do País?"
Rs... Pouco me importei com esses comentários chulos!
Aqui estou, vivendo um pouquinho de cada coisa.
São crianças abandonadas, são mulheres violentadas moralmente e fisicamente, são mulheres dormindo em pé nas ruas, por não ter onde dormir... São tantas mazelas, que prefiro não traçar todas.
Posso não ter o resultado esperado com essa pesquisa, mas tenha a certeza, que o maior resultado será a lição que levarei comigo pra casa e para toda vida.
Tive apenas dois encontros com duas organizações, e acredite... foram os encontros que certamente mexeram positiva e negativamente comigo.
Eu nunca mais serei a mesma. A força que elas tem, tanto as mulheres acometidas pelo vírus, quanto as mulheres que as apoiam, é sobrenatural.
As pessoas que converso, dizem: " Eu imagino!"
Não! Não imagina...
Por trás dessas lindas capulanas ( tecidos que vestem por tradição) existem mulheres que sofrem caladas, mas que dançam felizes, para recepcionar um visitante.
Nenhuma delas, chega até você e diz: "me ajude."
Nenhuma delas se queixou de nada, absolutamente nada!
Enquanto eu e você, reclama por que passou o final de semana em casa por que não tinha grana pra tomar "sua skol".
Ninguém pode imaginar quão doloroso é, a pós a visita. A noite não chega, apesar de já ter dado 20, 21 ou 22 horas... o pensamento borbulha como água de arroz no fogo.
O coração fica um alvoroço só... essas mulheres merecem o óscar!
Quão boba sou eu!
A realidade é muito mais agressiva que poderia imaginar.
Todos nós precisamos um dia, levar um choque dessa tal realidade.
Bom, para finalizar o meu trabalho de curso, o famoso TCC, eu me deparei com inúmeras dúvidas sobre o que eu queria escrever... Nunca planejei nada. Eu era uma caixinha verde de interrogações.
Então, comecei a mexer aqui, fuçar "acolá" e finalmente decidi.
Sempre tive o sonho de ir atrás das minhas raízes, conhecer mais a história dos escravos, buscar a minha verdadeira identidade enquanto mulher negra. Fui me parar na África, em Moçambique.
Vaidade?
Alguns dizem que sim!
Talvez naquela época em que nada sabia da vida e do mundo, esse sonho sim, pudesse ser denominado de vaidade.
Mas hoje, certa do que "quero ser quando crescer", vejo que esse sonho não era apenas conhecer as raízes da qual faço parte.
Decidi escrever sobre: " O Amparo às mulheres soropositivas em Moçambique", e para isso eu teria que viver um pouquinho da doença de cada mulher, passar um pouquinho da fome que elas passam diariamente, pisar no barro que elas pisam, sem a preocupação de ficar "fouveira", e enfrentar piadinhas tipo:
"Foi pra África gastar dinheiro, heim..." , ou " Aqui com tanta miséria você foi ver a miséria dos outros fora do País?"
Rs... Pouco me importei com esses comentários chulos!
Aqui estou, vivendo um pouquinho de cada coisa.
São crianças abandonadas, são mulheres violentadas moralmente e fisicamente, são mulheres dormindo em pé nas ruas, por não ter onde dormir... São tantas mazelas, que prefiro não traçar todas.
Posso não ter o resultado esperado com essa pesquisa, mas tenha a certeza, que o maior resultado será a lição que levarei comigo pra casa e para toda vida.
Tive apenas dois encontros com duas organizações, e acredite... foram os encontros que certamente mexeram positiva e negativamente comigo.
Eu nunca mais serei a mesma. A força que elas tem, tanto as mulheres acometidas pelo vírus, quanto as mulheres que as apoiam, é sobrenatural.
As pessoas que converso, dizem: " Eu imagino!"
Não! Não imagina...
Por trás dessas lindas capulanas ( tecidos que vestem por tradição) existem mulheres que sofrem caladas, mas que dançam felizes, para recepcionar um visitante.
Nenhuma delas, chega até você e diz: "me ajude."
Nenhuma delas se queixou de nada, absolutamente nada!
Enquanto eu e você, reclama por que passou o final de semana em casa por que não tinha grana pra tomar "sua skol".
Ninguém pode imaginar quão doloroso é, a pós a visita. A noite não chega, apesar de já ter dado 20, 21 ou 22 horas... o pensamento borbulha como água de arroz no fogo.
O coração fica um alvoroço só... essas mulheres merecem o óscar!
Postagem de 10 de Março de 2015.
Moçambique.
Serviço Social
Seja no campo empresarial ou em outras formas de exercício profissional o Assistente Social, formado pelo curso de Serviço Social, tem como objetivo amparar pessoas que de alguma forma não tem total acesso à cidadania, ajudando-os a resolver problemas ligados a educação, habitação, emprego, saúde. É uma profissão de cunho assistencial, ou seja, voltada para a promoção do bem-estar físico, psicológico e social. Este profissional pode trabalhar em empresas privadas, órgãos públicos e ONGs orientando e acompanhando pessoas e desenvolvendo programas de assistência dirigidos a diversos públicos como crianças em situação de risco, populações com poucos recursos financeiros ou afetadas por catástrofes naturais, idosos, etc..
Leia mais....
http://guiadoestudante.abril.com.br/orientacao-profissional/o-que-faz-um-assistente-social/
Então, vamos modificar essa "conversinha" de que Assistente Social é paga pra ser boazinha e valorizem a nossa profissão.
Um dia você pode precisar de uma.
Momento curiosidade.
Mulheres...
NUNCA, eu disse nunca cuspa um chicle na rua na Argentina.
Faça como a fotinha acima...
Eu caguei e fiz!
heehhe
" Que hice?" Como...???
No, no, no se puede hacer eso... es feo!"
Claro, fiquei sem graça e sem ação.
Feio por que?
Por que é!
Sabe, não quis insistir, mas entendi que é como "baixo astral" no Brasil.
Céus!!!!
#FicaATalDaDica
Mulher argentina, não tem pelos. Creio que só na cabeça!
Eu pelo menos, depilava do joelho para baixo. Mas não.. também é feio. As coxas também devem estar lisinhas. Penso que das axilas para baixo!
Eles não curtem pelos não...
É coisa viu...
Agora é a parte mais "exaltada".
Vamos lá!
Não tenho pinto (juro), mas essa questão que todo negro tem um pinto grande, aqui é lei.
kkkkkkk
Não é verdade, todo mundo sabe disso.
Alguns infelizmente ou felizmente ( vá saber), nasceram em falta... outros com excesso e outros com a medida correta e confortável. Sabe aquela coisa de encaixe perfeito?
Pra eles aqui, ter pintão, é ser suuuuuuucesso... Faz uma enquete com a mulherada e vê se isso realmente é importante.
Mas também,não me venha com quase nada, não viu...
Homens brasileiros, argentinos, italianos, nigerianos... de todos os paises, entendam:
Qualidade é melhor que quantidade.
Desencanem e façam amor gostoso!
É isso, falei!
sábado, 8 de outubro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Como a mulher Brasileira/Negra é vista na Argentina.
Quando
se fala de África, o que você pensa imediatamente?
Pobreza, miséria, doenças... Só "coisas ruins".
Pobreza, miséria, doenças... Só "coisas ruins".
Pois
é!
Estive
em dois países de África e vi uma realidade que a TV não mostra.
Há
sim muita miséria, muita doença e MUITA COISA LINDA DE SE VER E INVEJAR.
Leia
sobre!
A
mídia brasileira, mostra pro mundo, que a realidade do Brasil no que concerne o
gênero feminino, se resume em caranval, funk, novela, bunda, peito e sexo.
Digo isso, mediante ao que escuto "en las
calles" de Buenos Aires.
Outro
dia (mais um dos inúmeros dias que me perdi por aqui) parei um
SENHOR (eu disse senhor) para perguntar o caminho mais perto de casa.
Cordialmente ele me ensinou como chegar.
"Gracias..."
"Gracias..."
-
Una pregunta Chica. A la pregunta que todo Argentino gostaria de hacer."
-Sin!
-Sin!
- Dicen que la mujer brasileña es el mejor sexo del mundo?
Com o meu espanhol "de merda" respondi:
- A brasileira, a Haitiana, a Africana, e até mesmo a Argentina, fazem sexo quando estão com vontade e quando gostam, sendo assim, é sim o melhor sexo do mundo.
Mas ele, foi muito mais "chulo" que eu poderia imaginar.
- No, no Chica! dicen que chupan una p...como nadien?
Respirei, CUSPI e saí andando, novamente agradecendo: "Gracias"!
Lamantavel!
A novela Salve Jorge, dentre outras,detonaram (também) com a nossa imagem.
Algumas mulheres contribuem muito (é uma verdade).
Que fique claro que isso não é uma regra.
Existem casos e casos, bem como existem homens muitos cavalheiros, educados e gentis.
Exemplo disso, foi quando fui à um jantar, onde uma criança de 10 anos, me abriu a porta do carro, permitiu que entrasse no local antes dele.. Ó céus!
Isso sim deveria ser uma regra.
Isso sim deveria ser uma regra.
Mas nem tudo é feio.
Cléa aqui, só falta distribuir autógrafos. (Eu nem me sinto..rs)
"En sério!"
Meus turban's, meus "rulos", pelos -> cabelos, são um sucesso!
=)
"Que sombrero hermoso! Hermosa sos! Mira,que
chica hermosa..."
Gooooostosa!
Nunca
ouvi isso... Viu Brasil?
Um
parêntese: Que fique claro que não estou detonando o meu Brasil, estou dizendo
o que ouço por aqui!. Pelo Sangue do Cordeiro, heim...
Seguindo...
A
mulher negra aqui também tem seu espaço. Ouvi alguns casos onde somos
reconhecidas como:
Cruel
e preconceituosamente "negra(o) de mierda" e felizmente
"morocha linda"
Quanto
ao negra(a) de mierda, eu nem vou comentar, por que me dá asco e ânsia de
vomito.
Prefiro
falar dos olhares de admiração.
Esses
sim me faz perder tempo escrevendo.
Ah...
algumas mulheres portenhas, nos querem matar.
haahahah
Outro
parêntese: No trabalho, passou um homem e disse:
-
"Lindo tu rolos"
Agradeci,
né?
Coitado...
Levou um bofetão da mulher e eu, ah! Eu ri!
Foi
engraçado!!
kkkkkkkkkkkk
Não
se vê mulher magra (flaca).. Só eu!
Eles
pensam que passo fome, só pode!
Mas
voltando aos sinônimos (se é que posso chamar assim) que nos são dados, a
baiana e a garota de Ipanema, são muito mais que peito e coxa... Assim diz a
poeta Maria Rita:
"Minha
força não é bruta
Não
sou freira, nem sou puta
Porque
nem toda feiticeira é corcunda
Nem
toda brasileira é bunda
Meu
peito não é de silicone..."
Eu
queria dizer, e tenho digo.
Melhore
Brasil!
Depois
tem mais.
BeijoTchau!
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Agradecimento
“ Vem me pedir além do que eu posso dar. É aí que o aprendizado está. Vem de onde não sonhei, me presentear. Quando chega o fim da linha e já não há aonde ir, num passe de mágica a vida nos traz sonhos pra seguir.. Queima meus navios pr’eu me superar, as vezes pedindo que ela vem nos dar o melhor de si. E quando vejo a vida espera mais de mim, mais além, mais de mim. O eterno aprendizado é o próprio fim..”
Esse é um trecho da música Eu e a Vida de Jorge Vercilo, que explica exatamente tudo o que vivi nesses quatro anos de Academia, bem como parte dos meus dias.
É mesmo uma das tantas formas que encontrei, de agradecer à Deus e aos Guias por me contemplarem com a vida, me deixando seguir até aqui.
Quero agradecer à minha tão falada orientadora Val, assim chamada carinhosamente, por me guiar, com equilibrada orientação, sempre com incentivo e confiança em minha capacidade. Por muitas vezes foi a minha conselheira particular, me ajudando a seguir o melhor caminho e tomar as melhores decisões.
Obrigada Alane Carvalho, por me apresentar a verdadeira face de um projeto de pesquisa, me encorajando a caminhar sem medo e com confiança. Eu levarei os teus ensinamentos por toda a vida.
Agradeço aos Mestres Ivan e Evandro, pelas provocações, críticas e inúmeras alternativas a serem seguidas no momento em que me sentia perdida.
À Professora Patricia Vergasta, pelos ombros e ouvidos quando precisei de orientação, para dar continuidade a esse projeto, que por um momento eu desacreditei.
À Mara Falcão, professora que me acompanhou por vários semestres, com seu jeitinho meigo de poucos metros, mas de um coração gigante, pelas palavras em off, que sempre fora de motivação e incentivo. Que Deus te abençoe, te guarde e te cure, Pequena.
Um muitíssimo obrigada a minha supervisora de estágio Gabriela Nascif, pelo fraterno carinho com que me recebeu como estagiária; pelas orientações, pelos encaminhamentos à palestras, seminários, dentre outros e indicações importantes que me trariam mais conhecimentos. Não posso deixar de agradecer principalmente pela paciência.
Aos meus pais pelo empenho, pela participação financeira e principalmente emocional, me motivando a não desistir. Por me permitir a exercer o papel de Assistente Social em formação, nos momentos em que eles precisaram de orientações voltadas à profissão em questão. Foi o meu primeiro estágio. Meu muito obrigada por tudo, em especial a meu Pai.
Aos amigos e colegas de turma, por todas as confusões, discussões pertinentes e inúmeros colóquios e por todos os momentos vivenciados nesses quatro anos de busca.
Ao meu ex Professor Bruno Mota, pelas mais ricas indicações bibliográficas e por suas manifestações de carinho ao me atender sempre que o solicitava.
À meu amigo-amor, parceiro, Doutorando em Estudos Étnicos e Africanos, pela disponibilidade e gentileza desde o segundo semestre até as co-orientações, quando por algum motivo eu não conseguia ser atendida pelo orientador responsável. Obrigada por me corrigir na fala, na escrita e pelos puxões de orelha, que sempre foram ( e serão ) aceitos. Meu muitíssimo obrigada pela companhia fora e dentro da academia. Obrigada por acreditar em mim!
À Eduardo Apolinário e à Valéria Almeida (a linda chorona), os meninos do Profissão Repórter, por me receberem com todo carinho, me indicando aos melhores campos de pesquisa em Moçambique. Pela amizade que construímos ao passar do tempo e sim, pelos muitos risos.
Quero dizer KANIMAMBO (Obrigada), às Mamãs das Associações Hixikanwe e GAAC, Mamã Judite, Vovó Isabel, Mamã Caçilda e as outras inúmeras mamãs, pelas portas abertas e pela calorosa e carinhosa recepção, nesse País lindo que se esconde atrás de tantas mazelas.
Agradeço a Eduardo Felismina, Hamilton Jesualdo e Diego Salvaterry, por me acompanhar gentilmente em todas as comunidades.
À UNIME por me presentear com uma “cadeia” de mestres sem igual, a qual seria impossível a conclusão do meu curso de Serviço Social.
Aos funcionários, em especial Robson que gentilmente ia várias vezes harmonizar a temperatura da sala sempre que eu sentia frio. Os meus respeitos a todos.
"Vão tentar nascer aqui em Moçambique capitalistas pretos,
a chamada burguesia nacional. Não queremos isso aqui,
não há lugar para exploradores aqui. Preto ou branco não
pode explorar o povo. O dever de cada um de nós é dar
tudo ao povo, sermos os últimos quando se trata de
benefícios, primeiros quando se trata de sacrifícios.
Isso é que é servir o povo."
Samora Machel
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